Como dormir melhor (e em menos tempo)

Como dormir melhor (e em menos tempo)

É comum o pouco tempo de sono ser usado como motivo de orgulho, como uma espécie de prova de que se leva uma vida extremamente agitada. 

Personalidades como Thomas Edison, Margaret Thatcher, Martha Stewart e Donald Trump relataram dormir de quatro a cinco horas por noite — muito menos que o período de sete a nove horas de sono recomendado para adultos. 

Muitos de nós estão seguindo o exemplo daquelas personalidades: de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, mais de um terço dos adultos americanos não conseguem dormir o suficiente regularmente.

As consequências disso, como problemas de memória e maior propensão a infecções e obesidade, são bem conhecidas — mas fáceis de ignorar. Quando há muito o que fazer durante o dia, o sono ainda é o principal sacrificado.

Uma das técnicas mais promissoras para isso funciona um pouco como um metrônomo que conduz a atividade no cérebro ao ritmo certo. Em experimento, participantes dormem usando um dispositivo preso à cabeça que acompanha a atividade cerebral e é capaz de notar o início da produção de ondas lentas. Nesse momento, o dispositivo emite pulsos curtos de som suave em intervalos regulares durante a noite, em sincronia com as ondas lentas naturais do cérebro. Os sons são silenciosos o suficiente para evitar acordar o participante, mas altos o suficiente para serem registrados, inconscientemente, pelo cérebro.

Born liderou grande parte do trabalho experimental, descobrindo que esse estímulo auditivo suave é apenas o suficiente para reforçar os ritmos cerebrais necessários. Os participantes que usaram o dispositivo tiveram um desempenho melhor nos testes de memória, mostrando uma melhor capacidade de recordar o que haviam aprendido no dia anterior. Também foram observadas melhoras no equilíbrio hormonal, com redução nos níveis de cortisol; e no sistema imunológico. 

Nos testes realizados até agora, os participantes ainda não relataram consequências indesejadas. 

"Não podemos ter certeza, mas até agora não há efeitos colaterais óbvios", diz Born.

Dormir melhor em uma loja perto de você

A maioria dos estudos que tentam incrementar o sono de ondas lentas foi realizada em pequenos grupos de participantes jovens e saudáveis. Para ter certeza dos benefícios dessas técnicas, precisaríamos assistir a experimentos maiores em grupos mais diversos. Mas essas evidências já existentes permitiram à chegada ao mercado de um punhado de dispositivos para auxiliar o sono, principalmente na forma de faixas de cabeça para serem usadas durante a noite.

A start-up francesa Dreem, por exemplo, produziu uma faixa (disponível por cerca de € 400 ou R$ 1,8 mil) que também usa a estimulação auditiva para estimular o sono de ondas lentas, com uma configuração semelhante à dos experimentos científicos — que foram confirmados por outros estudos. 

O Dreem também se conecta a um aplicativo que analisa os padrões de sono e oferece conselhos e exercícios práticos, como meditação, para favorecer uma melhor noite de sono. 

A faixa de cabeça para sono profundo SmartSleep, da Philips, explicita buscar contornar os efeitos negativos da privação de sono — para pessoas "que, por qualquer que seja o motivo, simplesmente não estão se dando uma oportunidade adequada de sono", diz David White, diretor científico da Philips.

Resultado de Exames

Para visualizar o resultados de seus exames, digite seu localizador e Chave: